Por que as mulheres estão descontentes com os homens

  • ZwTyXunvnK 

Não é preciso ser um gênio para perceber como as mulheres estão descontentes com os homens.

De um lado, temos aqueles de comportamento invasivo, impositivo e abusivo.

Estes são um destaque, pois são constantemente colocados sob o holofote das manifestações feministas nas redes sociais. Com uma frequência que sempre será excessiva, chegam a protagonizar crimes contra mulheres.

Porém, do outro lato, temos aqueles que, numa tentativa de se “desconstruírem”, em vez disso, se demolem, rejeitando características primais da assim chamada masculinidade.

E, ainda, aqueles que – fazendo parte de um ou do outro time acima-, por estarem sós e confusos ou acomodados em um relacionamento, ficam no meio termo.

E, assim, ao depararem uma mulher – forte, inteligente e poderosa – dando consentimento de que ele tome o controle de uma situação dizem: “Tanto faz.”

O “tanto faz” que é testemunhado não só em palavras, mas também em atitudes, é uma das coisas mais detestadas pelas mulheres e é um veneno para os relacionamentos.

Ele tem o consentimento de escolher o filme e diz “tanto faz”.

Ele tem o consentimento e a confiança de escolher o restaurante e diz “tanto faz”.

Ele tem o consentimento de conduzir no sexo. E não faz nada: age mecanicamente, trepando como aprendeu a trepar desde os quinze anos de idade.

Muitas vezes, o homem impositivo e invasivo, no entanto, prefere tomar o controle em situações ou momentos em que ele sequer foi convidado a fazê-lo.

Todos esses comportamentos denotam o seguinte: insegurança quanto à própria masculinidade.

O homem médio não sabe ser “masculino”.

Um dos papeis da hipnose erótica ministrada em minhas sessões é educar homens e mulheres quanto a esses papeis masculinos e femininos e o quanto podem ser prazerosos, quando a eles nos entregamos.

Uso os termos papeis masculinos e femininos com cuidado. Preferia usar termos mais neutros, uma vez que existirão mulheres (homo e heterossexuais) e homens (homo e heterossexuais) que podem se identificar com o papel masculino ou com o feminino. Ou até mesmo oscilar entre os dois.

Porém, a minha vivência – de relacionamentos e conversas sinceras que em minha vida pude ter com inúmeras mulheres – é de que a maioria delas se identifica com o assim chamado papel feminino: em diversas situações e, sobretudo no sexo, elas preferem não estar no controle e preferem ser conduzidas.

Mas, atenção:

  • Isso pode variar com o tempo e com o desejo de experimentar diferentes papeis
  • Isso não tem a ver com submissão, sobretudo no que diz respeito à independência das pessoas e no poder de retirar qualquer consentimento a qualquer momento
  • Devo repetir que o gênero nada tem a ver com esses papeis, apesar da alta correlação
  • A palavra consentimento não poderia ser suficientemente grifada, sublinhada e destacada.

No próximo post, ensinarei àqueles que se identificam com o assim chamado papel masculino como perceber o consentimento sem possibilidade de erro.